{"id":4309,"date":"2025-11-13T10:29:48","date_gmt":"2025-11-13T14:29:48","guid":{"rendered":"https:\/\/ptmt.com.br\/?p=4309"},"modified":"2025-11-13T10:32:54","modified_gmt":"2025-11-13T14:32:54","slug":"conab-estima-producao-de-3548-milhoes-de-toneladas-de-graos-na-safra-2025-26","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ptmt.com.br\/?p=4309","title":{"rendered":"Conab estima produ\u00e7\u00e3o de 354,8 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os na safra 2025\/26"},"content":{"rendered":"<p>A segunda estimativa para a safra de gr\u00e3os em 2025\/26 indica um volume de produ\u00e7\u00e3o de 354,8 milh\u00f5es de toneladas. O resultado \u00e9 est\u00e1vel se comparado ao estimado no primeiro levantamento que foi de de 354,7 milh\u00f5es de toneladas. Com o avan\u00e7o da semeadura das culturas de primeira safra, a Companhia Nacional Abastecimento (Conab) prev\u00ea uma \u00e1rea total de 84,4 milh\u00f5es de hectares no atual ciclo, crescimento de 3,3% na \u00e1rea cultivada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra 2024\/25, como mostra o 2\u00ba Levantamento de Gr\u00e3os da Safra na atual temporada, divulgado nesta quinta-feira (13\/11) pela Companhia.<\/p>\n<p>J\u00e1 a produtividade m\u00e9dia nacional, ainda resultante de an\u00e1lises de modelos estat\u00edsticos e previs\u00f5es clim\u00e1ticas, est\u00e1 projetada em 4.203 quilos por hectare. Contudo, a Companhia segue atenta \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de clima das regi\u00f5es produtoras, acompanhando os eventos clim\u00e1ticos adversos como o ocorrido no Paran\u00e1, a irregularidade das chuvas em Mato Grosso e o atraso das precipita\u00e7\u00f5es em Goi\u00e1s, a fim de qualificar as informa\u00e7\u00f5es de desempenho das lavouras conforme o desenvolvimento das culturas.<\/p>\n<p><strong>Soja &#8211;<\/strong> Para a soja, o levantamento da Conab indica incremento de 3,6% na \u00e1rea a ser semeada em 2025\/26, totalizando 49,1 milh\u00f5es de hectares, com produ\u00e7\u00e3o estimada em 177,6 milh\u00f5es de toneladas. De acordo com o Progresso de Safra da estatal, publicado nesta semana, o plantio da oleaginosa no atual ciclo segue dentro da m\u00e9dia dos \u00faltimos 5 anos, por\u00e9m atrasado quando se compara com o percentual registrado em per\u00edodo semelhante da temporada anterior, com destaque para Goi\u00e1s e Minas Gerais. Nestes dois estados, n\u00e3o foram registrados \u00edndices de chuvas satisfat\u00f3rios para o avan\u00e7o da semeadura. Em Mato Grosso, o plantio segue em ritmo semelhante ao registrado na \u00faltima safra. Por\u00e9m, com a instabilidade clim\u00e1tica registrada em outubro, a implanta\u00e7\u00e3o da cultura n\u00e3o foi feita nas condi\u00e7\u00f5es consideradas ideais, onde algumas \u00e1reas semeadas no in\u00edcio de outubro sentiram os efeitos de d\u00e9ficit h\u00eddrico, comprometendo a popula\u00e7\u00e3o de plantas por hectare e o estabelecimento inicial da oleaginosa.<\/p>\n<p><strong>Milho &#8211;<\/strong> No caso do milho, a produ\u00e7\u00e3o total em 2025\/26, somando as tr\u00eas safras, est\u00e1 estimada em 138,8 milh\u00f5es de toneladas, representando redu\u00e7\u00e3o de 1,6% em rela\u00e7\u00e3o ao ciclo anterior. Na primeira safra, a \u00e1rea cultivada deve crescer 7,1%, com produ\u00e7\u00e3o prevista em 25,9 milh\u00f5es de toneladas. O plantio do primeiro ciclo do cereal j\u00e1 atinge 47,7% da \u00e1rea, \u00edndice levemente superior \u00e0 m\u00e9dia dos \u00faltimos 5 anos. As baixas temperaturas ocorridas durante certos per\u00edodos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, retardaram a emerg\u00eancia e o desenvolvimento inicial da cultura, mas ainda sem interferir no potencial produtivo. Al\u00e9m disso, algumas lavouras tiveram impactos negativos em decorr\u00eancia das intensas precipita\u00e7\u00f5es, fortes ventos e granizos ocorridos no in\u00edcio de novembro no Paran\u00e1, posteriores aos levantamentos realizados em campo. Os poss\u00edveis impactos decorrentes desses eventos meteorol\u00f3gicos ainda est\u00e3o sendo avaliados pela Conab.<\/p>\n<p><strong>Arroz &#8211;<\/strong> No caso do arroz, a estimativa da Conab \u00e9 de uma produ\u00e7\u00e3o de 11,3 milh\u00f5es de toneladas na atual temporada, redu\u00e7\u00e3o de 11,5% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior influenciada pela menor \u00e1rea cultivada. No Rio Grande do Sul, principal estado produtor do gr\u00e3o, a semeadura alcan\u00e7a mais de 78% do previsto, apesar de em algumas \u00e1reas ter ocorrido atraso na opera\u00e7\u00e3o, devido aos volumes de chuva que impediam a entrada de maquin\u00e1rio no campo. Contudo, de uma forma geral, as lavouras t\u00eam se desenvolvido de forma satisfat\u00f3ria, ainda que, em algumas \u00e1reas, haja irregularidade das chuvas em volume e intensidade.<\/p>\n<p><strong>Feij\u00e3o &#8211;<\/strong> Para o feij\u00e3o, \u00e9 esperada uma colheita total, somadas as tr\u00eas safras, de 3,1 milh\u00f5es de toneladas, volume semelhante ao obtido no ciclo passado. A primeira safra da leguminosa deve apresentar redu\u00e7\u00e3o de 7,3% na \u00e1rea plantada, totalizando 841,9 mil hectares, com expectativa de produ\u00e7\u00e3o de 977,9 mil toneladas, 8% inferior \u00e0 safra passada. O plantio segue em andamento nos principais estados produtores, j\u00e1 conclu\u00eddo em S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1 com 91% e Minas Gerais com 44%.<\/p>\n<p><strong>Culturas de inverno &#8211;<\/strong> Dentre as culturas de inverno, a safra 2025 ainda est\u00e1 em fase de colheita. A produ\u00e7\u00e3o de trigo, principal produto semeado entre as culturas de inverno, est\u00e1 estimada em 7,7 milh\u00f5es de toneladas. De modo geral, observa-se que, nas principais regi\u00f5es produtoras, as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas foram favor\u00e1veis ao desenvolvimento da cultura. Entretanto, a redu\u00e7\u00e3o dos investimentos em insumos, especialmente fertilizantes e defensivos, tornou as lavouras mais suscet\u00edveis a doen\u00e7as e limitou o pleno aproveitamento do potencial produtivo, resultando em espigas menores e com menor n\u00famero de gr\u00e3os. Vale destacar que no Paran\u00e1, as chuvas intensas, registradas no in\u00edcio de novembro, podem influenciar as lavouras que ainda permanecem em campo.<\/p>\n<p><strong> Mercado \u2013 <\/strong> Neste levantamento, a Conab prev\u00ea que cerca de 94,6 milh\u00f5es de toneladas de milho dever\u00e3o ser consumidos internamente na safra 2025\/26, ou seja, um aumento de 4,5% comparativamente ao ciclo anterior, impulsionado principalmente pela maior demanda do cereal para produ\u00e7\u00e3o de etanol. As exporta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m devem avan\u00e7ar e podem chegar a 46,5 milh\u00f5es de toneladas, apoiadas na manuten\u00e7\u00e3o do bom excedente produtivo. Mesmo com estes incrementos, a perspectiva \u00e9 de que os estoques de passagem ao final da safra 2025\/26 permane\u00e7am pr\u00f3ximos da estabilidade.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 soja em gr\u00e3os, com a previs\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos, o aumento da demanda global e a expectativa de uma maior produ\u00e7\u00e3o brasileira, estima-se um crescimento expressivo nas exporta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que podem atingir 112,1 milh\u00f5es de toneladas na temporada 2025\/26, um aumento de 5,11% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior. Al\u00e9m disso, a expectativa de eleva\u00e7\u00e3o na mistura obrigat\u00f3ria de biodiesel ao diesel, adicionalmente com a crescente demanda por prote\u00edna vegetal, sugere que o volume de soja destinado ao esmagamento poder\u00e1 atingir 59,37 milh\u00f5es de toneladas em 2026. Esse volume representa um aumento de 1,37% em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A segunda estimativa para a safra de gr\u00e3os em 2025\/26 indica um volume de produ\u00e7\u00e3o de 354,8 milh\u00f5es de toneladas. 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