{"id":5124,"date":"2026-03-17T10:25:58","date_gmt":"2026-03-17T14:25:58","guid":{"rendered":"https:\/\/ptmt.com.br\/?p=5124"},"modified":"2026-03-17T10:29:05","modified_gmt":"2026-03-17T14:29:05","slug":"em-resolucao-pt-deixa-claro-que-ha-dois-projetos-distintos-de-nacao-em-disputa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ptmt.com.br\/?p=5124","title":{"rendered":"Em resolu\u00e7\u00e3o, PT deixa claro que h\u00e1 dois projetos distintos de Na\u00e7\u00e3o em disputa"},"content":{"rendered":"<p><strong>RESOLU\u00c7\u00c3O POL\u00cdTICA DA COMISS\u00c3O EXECUTIVA NACIONAL DO PT<\/strong><\/p>\n<p>1. O Brasil se aproxima de um momento decisivo de sua hist\u00f3ria. As pesquisas de\u00a0opini\u00e3o indicam um cen\u00e1rio de polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no pa\u00eds, resultado direto da\u00a0disputa entre dois projetos profundamente distintos de na\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata apenas de\u00a0uma disputa eleitoral, mas de uma escolha hist\u00f3rica entre caminhos opostos para o\u00a0desenvolvimento do Brasil, para a democracia e para o futuro do povo brasileiro. \u00c9,\u00a0sobretudo, uma disputa entre um projeto que enfrenta privil\u00e9gios hist\u00f3ricos e outro\u00a0que busca preserv\u00e1-los.<\/p>\n<p>2. N\u00e3o temos d\u00favidas de que, quando esses projetos forem mais profundamente\u00a0comparados com o debate p\u00fablico que uma campanha eleitoral permite, a maioria do\u00a0povo brasileiro saber\u00e1 qual lado representa seus interesses.<\/p>\n<p>3. De um lado est\u00e1 o Brasil que respeita a ci\u00eancia, que investe nas universidades\u00a0p\u00fablicas, fortalece o SUS, valoriza a cultura e entende que conhecimento, sa\u00fade e\u00a0educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o pilares de um projeto de desenvolvimento soberano. \u00c9 tamb\u00e9m o Brasil\u00a0que reconhece as desigualdades produzidas pelo racismo estrutural e defende pol\u00edticas\u00a0afirmativas, como as cotas raciais, fundamentais para ampliar oportunidades, democratizar o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e formar novas lideran\u00e7as negras. Do outro lado\u00a0est\u00e1 o Brasil do negacionismo, do racismo, que sabotou a compra de vacinas durante a\u00a0pandemia, espalhou mentiras contra a ci\u00eancia, extinguiu o Minist\u00e9rio da Cultura e\u00a0atacou as universidades p\u00fablicas, tratando o conhecimento como inimigo e\u00a0criminalizando a arte e o pensamento cr\u00edtico.<\/p>\n<p>4. De um lado est\u00e1 o projeto que entende que a economia deve servir ao\u00a0desenvolvimento do pa\u00eds, \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de empregos, \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de renda e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o\u00a0das desigualdades. Um projeto que valoriza os trabalhadores, as empresas brasileiras,\u00a0promove investimento e desenvolvimento, fortalece o mercado interno e busca a\u00a0justi\u00e7a tribut\u00e1ria, diminuindo impostos para quem vive de sal\u00e1rio e cobrando mais dos super ricos. Do outro lado est\u00e1 o projeto neoliberal que governou para o mercado\u00a0financeiro e trata a economia como instrumento para proteger privil\u00e9gios e os\u00a0interesses de banqueiros e rentistas.<\/p>\n<p>5. O esc\u00e2ndalo do Banco Master \u00e9 o retrato desse modelo. O banco foi fundado e operou\u00a0livremente durante o governo Bolsonaro, per\u00edodo em que acumulou fortes ind\u00edcios de\u00a0gest\u00e3o fraudulenta, corrup\u00e7\u00e3o e irregularidades. Diante de tantas evid\u00eancias, cabe\u00a0perguntar: por que o Banco Central, ent\u00e3o sob a gest\u00e3o de Roberto Campos Neto,\u00a0indicado por Bolsonaro, n\u00e3o tomou as medidas necess\u00e1rias para intervir e proteger o\u00a0sistema financeiro e os recursos p\u00fablicos? Criado e expandido nesse ambiente\u00a0pol\u00edtico, o banco manteve rela\u00e7\u00f5es estreitas com setores da direita brasileira e com\u00a0governos alinhados ao bolsonarismo. N\u00e3o por acaso, Daniel Vorcaro e o Banco Master\u00a0doaram milh\u00f5es para campanhas de Jair Bolsonaro e Tarc\u00edsio de Freitas, enquanto\u00a0lideran\u00e7as da extrema direita, como o deputado Nikolas Ferreira, utilizaram diversas vezes o jatinho de Vorcaro. Soma-se a isso o fato de que o servidor do Banco Central\u00a0Paulo S\u00e9rgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscaliza\u00e7\u00e3o da autarquia e tamb\u00e9m\u00a0nomeado durante o governo Bolsonaro, atuava na pr\u00e1tica como um\u00a0empregado-consultor do pr\u00f3prio dono do banco. Governadores bolsonaristas\u00a0chegaram a adquirir t\u00edtulos podres com dinheiro p\u00fablico e foi o governador do Distrito\u00a0Federal, Ibaneis Rocha, bolsonarista, que tentou uma manobra para salvar o Banco\u00a0Master com recursos p\u00fablicos. Esses elementos revelam que n\u00e3o se trata de um\u00a0epis\u00f3dio isolado, mas de um sistema de rela\u00e7\u00f5es prom\u00edscuas entre operadores\u00a0pol\u00edticos, interesses financeiros e setores do Estado que protege privil\u00e9gios de poucos<br \/>\nem detrimento do interesse nacional.<\/p>\n<p>6. Ao contr\u00e1rio, no governo do presidente Lula, as institui\u00e7\u00f5es de controle e investiga\u00e7\u00e3o\u00a0t\u00eam plena autonomia para atuar no combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. N\u00e3o por acaso, foi durante o\u00a0Governo Lula que o Banco Master passou a ser investigado e sofreu interven\u00e7\u00e3o,\u00a0demonstrando que o compromisso do atual governo \u00e9 com a transpar\u00eancia, a\u00a0legalidade e a defesa do interesse p\u00fablico.<\/p>\n<p>7. O contraste tamb\u00e9m \u00e9 evidente quando observamos os resultados econ\u00f4micos\u00a0recentes. O governo do Presidente Lula recolocou o Brasil no rumo do crescimento\u00a0com distribui\u00e7\u00e3o de renda, justi\u00e7a social e responsabilidade fiscal. O pa\u00eds voltou a\u00a0crescer acima de 3%, o desemprego atingiu a menor taxa da s\u00e9rie hist\u00f3rica, a renda do\u00a0trabalhador voltou a subir, temos a menor infla\u00e7\u00e3o de um mandato presidencial desde a redemocratiza\u00e7\u00e3o, a desigualdade voltou a cair e o sal\u00e1rio m\u00ednimo voltou a ter\u00a0aumento real. O Brasil saiu novamente do Mapa da Fome e retomou pol\u00edticas p\u00fablicas\u00a0que haviam sido desmontadas. Mostrando o acerto da pol\u00edtica econ\u00f4mica coordenada\u00a0pelo Ministro Fernando Haddad.<\/p>\n<p>8. No governo Bolsonaro, ao contr\u00e1rio, o pa\u00eds assistiu ao retorno da fome, \u00e0 precariza\u00e7\u00e3o\u00a0do trabalho e a cenas dram\u00e1ticas como as filas para compra de osso. O pre\u00e7o dos\u00a0combust\u00edveis disparou, chegando a nove reais o litro da gasolina em diversas regi\u00f5es\u00a0do pa\u00eds, enquanto o governo se mostrava incapaz de proteger o povo brasileiro dos\u00a0efeitos da crise internacional.<\/p>\n<p>9. O governo do presidente Lula tem adotado medidas concretas e emergenciais para\u00a0proteger a economia e o bolso do povo brasileiro diante das oscila\u00e7\u00f5es do mercado\u00a0internacional de petr\u00f3leo no contexto de guerras. Entre elas, est\u00e3o a zeragem das\u00a0al\u00edquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, a cria\u00e7\u00e3o de um subs\u00eddio tempor\u00e1rio para\u00a0produtores e importadores e a ado\u00e7\u00e3o de um imposto de exporta\u00e7\u00e3o sobre o petr\u00f3leo para compensar perdas de arrecada\u00e7\u00e3o e evitar impactos fiscais, agindo de forma\u00a0totalmente diferente do que fez Jair Bolsonaro. O objetivo \u00e9 impedir que a alta\u00a0internacional do petr\u00f3leo se traduza automaticamente em aumento do pre\u00e7o da\u00a0gasolina e do diesel no Brasil. S\u00e3o medidas que demonstram que \u00e9 poss\u00edvel governar\u00a0pensando no bolso do trabalhador, defendendo o poder de compra da popula\u00e7\u00e3o e garantindo que os custos das crises internacionais n\u00e3o recaiam sobre quem vive do\u00a0pr\u00f3prio trabalho. A atual forma de gest\u00e3o da Petrobras, comprometida com o interesse\u00a0p\u00fablico e com a soberania energ\u00e9tica nacional, permite que o Brasil utilize seus\u00a0recursos estrat\u00e9gicos para proteger a popula\u00e7\u00e3o e garantir desenvolvimento e\u00a0estabilidade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>10. Ao mesmo tempo, defendemos o enfrentamento do endividamento das fam\u00edlias\u00a0brasileiras, profundamente ligado \u00e0s altas taxas de juros e \u00e0 crescente financeiriza\u00e7\u00e3o\u00a0da vida cotidiana. Milh\u00f5es de trabalhadores e trabalhadoras t\u00eam sua renda\u00a0comprometida pelo rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito, por empr\u00e9stimos e por servi\u00e7os\u00a0financeiros. Para mudar essa realidade, \u00e9 fundamental estabelecer limites ao poder do\u00a0rentismo, fortalecer a renda do trabalho e dinamizar o mercado interno, al\u00e9m de\u00a0assegurar a redu\u00e7\u00e3o da taxa Selic pelo Banco Central, criando condi\u00e7\u00f5es para um\u00a0desenvolvimento mais justo e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>11. De um lado est\u00e1 o projeto que defende a democracia real, aquela que se expressa na\u00a0vida concreta do povo. A democracia que reduz o pre\u00e7o dos alimentos, que tirou o\u00a0Brasil novamente do Mapa da Fome, que amplia o acesso \u00e0 sa\u00fade por meio do Mais\u00a0Especialistas, que cria oportunidades para a juventude com o P\u00e9-de-Meia e que\u00a0promove justi\u00e7a tribut\u00e1ria com a amplia\u00e7\u00e3o da faixa de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil. Do outro lado est\u00e3o aqueles que atacaram a\u00a0democracia, que elogiam a ditadura militar, que n\u00e3o aceitaram o resultado das urnas e\u00a0que conspiraram contra o Estado Democr\u00e1tico de Direito e promoveram atos de\u00a0vandalismo, tentando um novo golpe em 8 de janeiro, ap\u00f3s serem derrotados pelo voto\u00a0popular.<\/p>\n<p>12. De um lado est\u00e1 o Brasil que entende que proteger o meio ambiente \u00e9 proteger a vida,\u00a0a soberania nacional e o futuro das pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es. O governo do presidente Lula\u00a0recolocou o pa\u00eds na lideran\u00e7a da agenda ambiental global, reduziu significativamente\u00a0o desmatamento, fortaleceu os \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o e reafirmou o papel dos povos\u00a0ind\u00edgenas, das comunidades quilombolas, ribeirinhas e dos povos da floresta como\u00a0guardi\u00f5es fundamentais de nossos biomas. A realiza\u00e7\u00e3o da COP 30 no Brasil\u00a0simboliza esse novo momento, em que o pa\u00eds volta a defender um modelo de\u00a0desenvolvimento sustent\u00e1vel com justi\u00e7a social. Do outro lado est\u00e1 o projeto\u00a0representado pelo bolsonarismo, que incentivou o desmatamento, atacou a fiscaliza\u00e7\u00e3o\u00a0ambiental, estimulou o garimpo ilegal em terras ind\u00edgenas e defende a explora\u00e7\u00e3o\u00a0predat\u00f3ria da Amaz\u00f4nia e de outros biomas, subordinando nosso patrim\u00f4nio natural\u00a0aos interesses imediatos de poucos e colocando em risco o equil\u00edbrio ambiental do\u00a0planeta.<\/p>\n<p>13. No cen\u00e1rio internacional, o Brasil voltou a exercer uma pol\u00edtica externa altiva,\u00a0soberana e comprometida com os interesses do povo brasileiro. Sob a lideran\u00e7a do\u00a0presidente Lula, o pa\u00eds recuperou voz ativa no mundo, defendendo o multilateralismo,\u00a0o di\u00e1logo entre as na\u00e7\u00f5es e a constru\u00e7\u00e3o de uma ordem internacional mais equilibrada\u00a0e multipolar. O Brasil voltou a ser respeitado como um ator relevante na promo\u00e7\u00e3o da\u00a0paz, na coopera\u00e7\u00e3o entre os povos e na integra\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina, assumindo\u00a0posi\u00e7\u00e3o firme contra as guerras, contra qualquer forma de interven\u00e7\u00e3o imperialista e\u00a0em defesa da autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos. Reafirmamos que a pol\u00edtica externa\u00a0brasileira deve servir \u00e0 soberania nacional, ao desenvolvimento do pa\u00eds e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o\u00a0de um mundo mais justo, baseado no respeito entre as na\u00e7\u00f5es e na solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica\u00a0dos conflitos.<\/p>\n<p>14. Em contraste, setores da extrema direita brasileira chegaram ao ponto de defender\u00a0medidas externas que prejudicariam a economia nacional, celebrando press\u00f5es\u00a0internacionais e san\u00e7\u00f5es contra o pr\u00f3prio pa\u00eds, numa postura de submiss\u00e3o a interesses\u00a0estrangeiros ap\u00f3s n\u00e3o aceitarem o resultado das elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>15. \u00c9 fundamental ainda fortalecer a capacidade do Estado brasileiro para sustentar nossa\u00a0soberania. Isso implica valorizar a Defesa Nacional e desenvolver a intelig\u00eancia\u00a0estrat\u00e9gica, especialmente em um cen\u00e1rio de intensas disputas geopol\u00edticas. Diante da\u00a0cobi\u00e7a internacional sobre nossas riquezas, como o petr\u00f3leo e a biodiversidade, o\u00a0Brasil precisa ampliar sua capacidade de antecipa\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e tomada de decis\u00e3o<br \/>\naut\u00f4noma. Proteger esses ativos \u00e9 afirmar a soberania nacional como base inegoci\u00e1vel\u00a0de um projeto de desenvolvimento independente e comprometido com o povo\u00a0brasileiro.<\/p>\n<p>16. Reafirmamos que o Brasil deve seguir defendendo sua soberania e a autodetermina\u00e7\u00e3o\u00a0dos povos. Nesse sentido, reiteramos nossa solidariedade hist\u00f3rica ao povo cubano e\u00a0defendemos o fim do bloqueio econ\u00f4mico imposto a Cuba, que h\u00e1 d\u00e9cadas penaliza\u00a0injustamente seu povo e viola princ\u00edpios b\u00e1sicos do direito internacional.<\/p>\n<p>17. O contraste entre os projetos tamb\u00e9m se expressa na agenda de direitos das mulheres.\u00a0De um lado est\u00e1 o governo do presidente Lula, que colocou o enfrentamento ao\u00a0feminic\u00eddio e \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres no centro da agenda de governo, recriou\u00a0o Minist\u00e9rio das Mulheres, fortaleceu pol\u00edticas de autonomia econ\u00f4mica como o\u00a0Bolsa Fam\u00edlia e o Minha Casa Minha Vida, avan\u00e7ou na igualdade salarial e ampliou<br \/>\npol\u00edticas p\u00fablicas de prote\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o e combate \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero. Trata-se de\u00a0reconhecer que a democracia e a justi\u00e7a social no Brasil passam necessariamente pela\u00a0garantia da vida, da autonomia e dos direitos das mulheres.<\/p>\n<p>18. Do outro lado est\u00e1 o campo pol\u00edtico que extinguiu o Minist\u00e9rio das Mulheres,\u00a0relativizou a viol\u00eancia contra as mulheres e naturalizou discursos machistas e\u00a0mis\u00f3ginos no mais alto n\u00edvel do poder. N\u00e3o podemos esquecer que o pr\u00f3prio Jair\u00a0Bolsonaro chegou a afirmar que ter uma filha mulher foi uma \u201cfraquejada\u201d, express\u00e3o\u00a0que sintetiza a vis\u00e3o profundamente desrespeitosa e patriarcal que esse campo pol\u00edtico\u00a0reproduz. Foram eles que alimentaram discursos mis\u00f3ginos que se espalham nas redes\u00a0sociais e sustentaram movimentos que transformam o \u00f3dio \u00e0s mulheres em\u00a0instrumento de mobiliza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o por acaso, esse clima de permissividade e\u00a0naturaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contribuiu para o agravamento da viol\u00eancia de g\u00eanero e\u00a0para o aumento dos casos de feminic\u00eddio no pa\u00eds, demonstrando que o combate ao\u00a0\u00f3dio e \u00e0 misoginia tamb\u00e9m \u00e9 uma tarefa fundamental para proteger a vida das\u00a0mulheres brasileiras.<\/p>\n<p>19. Defendemos ainda uma pol\u00edtica estrutural de cuidados e afirmamos que o\u00a0enfrentamento ao feminic\u00eddio e \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres passa necessariamente\u00a0por essa agenda. \u00c9 fundamental que o Brasil construa um Sistema Nacional de\u00a0Cuidados, integrando creches, educa\u00e7\u00e3o infantil, aten\u00e7\u00e3o a idosos, pessoas com\u00a0defici\u00eancia, sa\u00fade mental e servi\u00e7os domiciliares. Reconhecer o cuidado como\u00a0trabalho socialmente essencial e valorizar profissionalmente quem o realiza \u00e9 parte\u00a0central de um projeto de pa\u00eds que protege a vida das mulheres e enfrenta as\u00a0desigualdades de forma estrutural.<\/p>\n<p>20. O Brasil que defendemos \u00e9 aquele que coloca a vida do povo no centro das decis\u00f5es.\u00a0Um pa\u00eds que avan\u00e7a na redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho e no fim da escala 6\u00d71,\u00a0garantindo mais dignidade, tempo de vida e justi\u00e7a para milh\u00f5es de trabalhadores e\u00a0trabalhadoras. Que assume a tarifa zero no transporte p\u00fablico como pol\u00edtica\u00a0estruturante, ampliando o direito \u00e0 cidade, assegurando mobilidade e aliviando o\u00a0or\u00e7amento das fam\u00edlias. E que enfrenta os juros altos, promovendo sua redu\u00e7\u00e3o para\u00a0abrir um novo ciclo de desenvolvimento com inclus\u00e3o social e sustentabilidade.\u00a0Ressaltamos ainda que a luta pela redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho tamb\u00e9m dialoga\u00a0com as transforma\u00e7\u00f5es do mundo do trabalho, marcadas pela digitaliza\u00e7\u00e3o, pela\u00a0plataformiza\u00e7\u00e3o da economia e pelo aumento da produtividade. Garantir mais tempo<br \/>\nlivre e melhores condi\u00e7\u00f5es de vida para trabalhadores e trabalhadoras \u00e9 parte essencial\u00a0de um novo projeto civilizat\u00f3rio. Avan\u00e7ar nessas agendas \u00e9, acima de tudo, escolher\u00a0um Brasil mais justo, mais humano e comprometido com o povo trabalhador.<\/p>\n<p>21. A candidatura de Fl\u00e1vio Bolsonaro representa a continuidade do mesmo projeto\u00a0autorit\u00e1rio e antipopular que o Brasil derrotou nas urnas. Trata-se de um parlamentar\u00a0marcado por den\u00fancias e investiga\u00e7\u00f5es envolvendo esquemas de rachadinha,\u00a0movimenta\u00e7\u00f5es financeiras suspeitas e um hist\u00f3rico de enriquecimento incompat\u00edvel\u00a0com a vida p\u00fablica. Ao longo de sua trajet\u00f3ria parlamentar, Fl\u00e1vio Bolsonaro jamais\u00a0apresentou um projeto relevante para o desenvolvimento do pa\u00eds ou para a melhoria\u00a0das condi\u00e7\u00f5es de vida do povo brasileiro. Sua candidatura simboliza apenas a tentativa\u00a0da extrema direita de manter vivo um projeto pol\u00edtico baseado no ataque \u00e0\u00a0democracia, na defesa de privil\u00e9gios e na nega\u00e7\u00e3o de direitos sociais.<\/p>\n<p>22. A experi\u00eancia recente demonstra que apenas um projeto pol\u00edtico profundamente\u00a0identificado com o povo trabalhador \u00e9 capaz de compreender a centralidade dessas\u00a0lutas. O presidente Lula, primeiro presidente oper\u00e1rio da hist\u00f3ria do Brasil, representa\u00a0essa conex\u00e3o hist\u00f3rica entre o governo e a vida real da classe trabalhadora brasileira.<br \/>\n23. Quando o povo brasileiro puder comparar de forma concreta esses dois projetos, o\u00a0projeto democr\u00e1tico, popular e soberano liderado pelo presidente Lula e o projeto\u00a0autorit\u00e1rio, neoliberal e subordinado da extrema direita, n\u00e3o temos d\u00favidas de qual\u00a0caminho ser\u00e1 escolhido.<\/p>\n<p>24. Para o Brasil escolher a democracia, a justi\u00e7a social, a soberania nacional e o futuro, \u00e9\u00a0preciso tamb\u00e9m garantir que esse projeto tenha for\u00e7a institucional para avan\u00e7ar. Isso\u00a0passa necessariamente pela reelei\u00e7\u00e3o do presidente Lula, pela elei\u00e7\u00e3o de governadores\u00a0e governadoras comprometidos com esse caminho e, de forma decisiva, pela\u00a0constru\u00e7\u00e3o de uma maioria democr\u00e1tica e popular na C\u00e2mara dos Deputados e no<br \/>\nSenado Federal. Eleger bancadas comprometidas com o povo brasileiro \u00e9 condi\u00e7\u00e3o\u00a0fundamental para assegurar governabilidade, enfrentar o poder do rentismo e da\u00a0extrema direita no Parlamento e aprofundar as transforma\u00e7\u00f5es que o pa\u00eds necessita,\u00a0ampliando direitos, fortalecendo pol\u00edticas p\u00fablicas e consolidando um projeto\u00a0nacional de desenvolvimento com justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>25. Sabemos que essa vit\u00f3ria n\u00e3o vir\u00e1 sem luta. Exigir\u00e1 muito trabalho, mobiliza\u00e7\u00e3o\u00a0social, organiza\u00e7\u00e3o da milit\u00e2ncia e di\u00e1logo permanente com o povo brasileiro. \u00c9 com\u00a0unidade, coragem e confian\u00e7a no povo que construiremos mais uma vit\u00f3ria hist\u00f3rica\u00a0em 2026. Lula presidente!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">16 de mar\u00e7o de 2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RESOLU\u00c7\u00c3O POL\u00cdTICA DA COMISS\u00c3O EXECUTIVA NACIONAL DO PT 1. O Brasil se aproxima de um momento decisivo de sua hist\u00f3ria. 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